Quando no natal de 2004 a Valve fez acompanhar o seu muito aguardado Half-Life 2 com um obtuso cliente online chamado Steam, ninguém dava dois tostões por aquilo. Ok, talvez Gabe Newell!

Intencionado como ferramenta de controlo do estúdio para a pirataria e batotas do recém-nascido mundo multiplayer online, cresceu de forma explosiva à conta de uma simples promessa: o suporte físico do teu jogo não se perde ou risca, e onde quer que estejas no mundo só precisas duma ligação à internet para teres todos os teus jogos contigo. Pouco tempo após o início do serviço foram-se adicionando títulos de outros estúdios e o mercado dos jogos de computador nunca mais foi o mesmo…

Fast forward para 2017: a indústria dos video jogos vale quase 110 mil milhões de dólares, em que as vendas para PC contam menos de um terço. A casualidade e conveniência das plataformas móveis agarra mais de 40% das vendas globais e as consolas, como sempre, ficam com os restos (insert meme here).

E o que há de novo para 2018? A inovação nos jogos para PC continua asfixiada pela inflação galopante das placas gráficas originada pelas cripto-moedas, o VR continua à espera do seu primeiro grande sucesso, os preços dos monitores gaming (G-Sync/Freesync/HDR/4K, etc) também não ajudam e a única novidade em hardware parece ser mesmo a introdução limitada do ancestral ray-tracing, apesar dos processadores gráficos ainda precisarem de crescer bastante para atingir essa meta.

4 amigos em Berlin propõem virar o bico ao prego duma forma interessante: e que tal minar em troca de jogos? A companhia chama-se Games from Space e oferece um cliente Windows para minar o conhecido Ethereum em troca de chaves de jogos redimíveis na Steam. A lista parcial de títulos no site incluí, entre títulos menos recentes e DLCs, o PUBG, GTA V e o FIFA18. Devido à imaturidade da plataforma, o algoritmo tem uma preferência muito acentuada pela geração 10 da nVidia, com promessas de rápidas optimizações para outras gráficas. Work in progress!

Nolan Bushnell, engenheiro americano fundador da Atari e um dos pais dos video jogos, é uma das forças por trás doutro recente cruzamento entre o gaming e o blockchain, supostos inimigos mortais. Com outro objectivo na mira, a Robot Cache não só promete as transações de licença mais baixas nos jogos para PC (com uma maior fatia dos rendimentos para os autores propriamente ditos), como também vai permitir a venda de jogos pelos utilizadores. Game on!

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