Ainda os advogados da Intel não terão tido tempo (para além dos vários meses em que o fabricante se manteu fechado em copas) de se prepararem para as consequências dos mediáticos Spectre e Meltdown, conjunto de exploits originados em antigas escolhas menos felizes na busca de mais desempenho computacional, mas vai-se a ver e afinal parece que estes não passaram do aperitivo…

É através da veterana publicação alemã C’T que chega a novidade de que várias equipas de investigadores identificaram um conjunto de 8 novas vulnerabilidades arquitecturais nos processadores da empresa californiana. Ou seja “Não é defeito, é feitio”, tal como os Smeltdown.

Terão já sido confirmadas pela Intel, que classificou metade como sendo de elevado risco e as restantes como médio. Existem suspeitas de produtos da ARM estarem também afectados, e do lado da AMD decorrem investigações para averiguar se as diferenças de desenho para com a Intel são suficientes para se manter à margem deste novo desaire.

Mais uma vez são os ambientes profissionais os mais afectados, principalmente devido à cota de mercado esmagadora gozada há muitos anos pelas soluções Xeon. Através de uma destas brechas será mesmo possível a penetração trivial de máquinas virtuais adjacentes, comprometendo clouds, datacenters, e tudo o resto que seja grande. 2018 está a ser um ano em grande para administradores de sistemas!

Baptizadas Spectre Next Generation, estas falhas vão receber correções em duas tranches por parte da Intel conjuntamente com a Microsoft: a primeira começa já para a semana e a seguinte em Agosto. Espera-se que corra melhor que a última vez.

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