… e claro que tinha de ser um Intel. Falamos do i7-8086K que, segundo consta, vai ser apresentado com o sexy SKU de”BX80684I78086K” já para a semana na Computex em Taipei. Não passando de um  Coffee Lake com os mesmos 6 núcleos, Hyper Threading, 12MB de cache L3 e gráfica integrada UHD630 do actual 8700K, vê contudo as suas frequências passarem para 4.0 GHz de base e uns expressivos e inéditos 5.1 GHz de turbo máximo.

Quando já o 8700K, à conta da costumeira batota usada pelos fabricantes de motherboards acaba por funcionar com todos os seus núcleos a 4.7 GHz em vez de apenas 1, é normal ver temperaturas nos núcleos muito elevadas usando soluções de arrefecimento “normais”, juntamente com ocasionais disparos da protecção térmica da motherboard  existente no circuito de regulação de voltagem da alimentação do processador (VRM), área que os fabricantes negligenciam sempre que podem… Quem tem o seu 8700K acima de 5 GHz a 24/7 sabe ao que me refiro. :)

Juntamente com o 8086K, é muito provável que a Computex também levante o véu às novas motherboards com chipset Z390, que alegadamente irá permitir a utilização de “todos” os processadores Coffe Lake (presentes e futuros) e também os Cannon Lake a 10nm que teimam em não aparecer. As diferenças entre o Z370 de hoje e o futuro chipset de topo para a plataforma LGA115X parecem ser apenas a nível de conectividade, com a integração de rede sem fios 802.11ac e Bluetooth 5, passando também o suporte USB 3.1 para a segunda geração permitindo finalmente transferências a 20Gbps, algo que os donos de SSD externos irão adorar.

Com a promessa em 2018 de processadores Coffee Lake integrando 8 núcleos e 16MB de cache, para combater a acessível gama Ryzen da AMD, é na minha opinião muito provável que estas novas motherboards z390 venham acompanhadas de novas especificações para alimentação dos CPU (uma da principais razões para a incompatibilidade entre Coffee Lake e as motherboards Z270, segundo o fabricante americano) e VRM modificadas, algo que já vinha fazendo falta.

O i7 8086K virá acompanhado do que parece ser um preço MUITO aliciante (um cabelo ou dois abaixo dos 500 euros) para um processador entusiasta de desempenho de absoluto topo, escolhido a dedo pelo fabricante e com valor de colecionador. Na década passada, a Intel fez a promessa de superar “facilmente” os 5 GHz com os Pentium 4, palavras que a AMD capitalizou com os seus económicos Athlon, Athlon 64 e Athlon 64 X2 durante alguns anos. Num período em que o novo processo de fabrico da Intel permanece fora da sua oferta para desktop e a concorrência finalmente acordou para o desafio, é através da mítica barreira dos 5 GHz, até agora apenas acessível a esses abusadores de silício conhecidos por overclockers, que a firma vem moldando todo o mercado da informática pessoal vem celebrar a sua metade de século de existência e 40 anos de incontestada liderança x86. Brevemente na Globaldata!

Muitos parabéns Intel: contes muitos, com produtos competitivos e sem muitas falhas graves de design!

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