O sucesso, especialmente quando inesperado, proporciona frequentemente bom teatro. Já tinham havido avisos e surgido boatos, e agora confirma-se que a PlayerUnknownBattlegrounds Corporation, subsidiária da Sul Coreana Bluehole, está mesmo convencida que inventou o formato battle royale nos jogos de computador. Pelo menos na Coreia do Sul, onde um processo por cópia foi anunciado agora, instaurado em Janeiro deste ano à veterana Epic, responsável pelo concorrente Fortnite.

Em Março, quando o PUBG ainda se mantinha à frente em popularidade, o Playerunknown original Brendan Greene desdramatizava: “It’s great that the battle royale space is expanding and Fortnite is getting battle royale game mode in the hands of a lot more people,“. Parece contudo que já não há mais espaço (na Coreia dos Sul) para estes dois enormes êxitos.

Apesar do PUBG usar o excelente motor de jogo Unreal Engine 4 da Epic (pagando direitos de utilização à empresa americana), há recorrentes problemas de optimização e o desastroso lançamento para a XBox deixou muita gente a olhar para paredes cinzentas e sem detecção de colisões. O Fortnite, usando o mesmo motor e apesar de diferentes looks e mecânicas de jogo, é  jogável em practicamente qualquer computador actual com placa gráfica dedicada. Também relevante é o facto de que é free-to-play, ao invés dos 30 euros que o PUBG custa na Steam.

Já existem jogos multi-jogador com modos last-man-standing há décadas, e o fundador da Epic, Tim Sweeney, não é nada estranho a esse capítulo da história do gaming. Se a expansão de um mapa até ser do tamanho de uma ilha (possibilitada pelo avanço dos sistemas) e a inspiração num filme japonês com quase 20 anos são propriedades intelectuais únicas e defensáveis num tribunal (na Coreia do Sul), só o tempo o dirá…

O facto desta acção judicial estar limitada ao país de origem da editora do queixoso pode ajudar-nos a tirar algumas conclusões. Ou o facto da Bluehole preferir enterrar dinheiro em tribunais em vez de corrigir os bugs e insuficiências do seu ganha pão. Mais curioso ainda é que ambas as empresas pertencem parcialmente ao gigante da internet chinês Tencent (40% no caso da Epic)…

Algo que será absolutamente incontestável é que existem firmas de advogados (na Coreia do Sul) a esfregar as mãos de contentes. Game on!

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