Mantendo bem vivo o adágio de que “antes de sair da loja já está obsoleto”, o mundo da tecnologia de consumo traz-nos agora mais uma encarnação do estimado protocolo USB. É bom ter também presente que a velocidade mais rápida neste momento, o USB3.1 Gen2, só irá ser suportada directamente por um chipset Intel através do futuro Z390, com lançamento ainda este ano…

Lançada em 1996 como uma solução para o ninho de ratos que era a conectividade nos computadores pessoais, a rectangular ficha (4) com interface em série começou com uns humildes 1,5Mbps unilaterais mas permitiu rapidamente acabar com o flagelo das portas paralela (6), série (5) , de jogos (8) e em grande medida também as PS/2 para teclado e rato.

A versão 1.1 chegou em 1998 cimentando os 12Mbps (Full Speed), chegando 2 anos depois a versão 2.0 High Speed com 480Mbps (um bom bocado menos na práctica), tendo sido necessário esperar até 2008 para o actual USB 3 SuperSpeed. A 3a geração contou inicialmente com 5Gbps de transferência mas desta feita bilaterais, juntamente com um aumento substancial de potência eléctrica para alimentar dispositivos. Surgiram também novos conectores, maiores e mais pequenos, como o emergente tipo C: compacto e reversível, permite com o cabo correcto alimentar até 100W (mais do que um 8700K)!

Em 2013 é apresentada a especificação 3.1 SuperSpeed+, em que a velocidade sobe para 10 Gbps (Gen2), e foi ratificada no ano passado a nova norma 3.2 (SuperSpeed++ ou SuperDuperSpeed?), tirando partido de múltiplas conecções simultâneas, através das mesmas fichas e cabos para USB 3.1, para chegar aos 20Gbps.

Este video foi agora apresentado pela Synopsys, empresa americana envolvida em certificação de produtos, demonstrando protótipos baseados em controladores FPGA (uma vez que ainda não existem controladores 3.2 no mercado) e usando um cabo 3.1 (10Gpbs) tirado da prateleira de um supermercado. Para que irá servir esta expansão de largura de banda disponível? Melhor conectividade para armazenamento de estado sólido, melhor e mais rápido sinal para monitores ou vindo de câmaras, etc. Uma coisa que o USB sempre confirmou é que mais é efectivamente melhor.

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